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domingo, março 20, 2005

"O mar não é tão fundo que me tire a vida
Nem há tão larga rua que me leve a morte
Sabe-me a boca ao sal da despedida
Meu lenço de gaivota ao vento norte
Meus lábios de água, meu limão de amor
Meu corpo de pinhal à ventania
Meu cedro à lua, minha acácia em flor
Minha laranja a arder na noite fria."

(ANTÓNIO LOBO ANTUNES, música de VITORINO)

Ausentes porque estão ou porque o são? Tu que o és, talvez o não fosses se não estivesses. Tu que estás, temo que te tornes. Grande, gigante. Prefácio de epigramas e incêndios.

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